Pra levantar o Willy

abril 20, 2011

A Brew Dog sarcastizou geral o casamento real, evento intergalático do ano na visão da realeza mundial.

E lança uma edição de colecionador de mil garrafas india pale ale com adendos afrodisíacos, pra dar aquele suporte gostoso ao príncipe William na noite de núpcias com sua jovem. Adendos afrodisíacos, leia-se “herbal viagra”. Ou seja, vai uma dose do azulzinho.

“Arise, prince Willy”

Água de valeta, um coquetel salutar

abril 20, 2011

Já citamos Mark Twain anteriormente. Só que essa receita do gênio literato ianqui, que segue para o bem estar completo da raça humana, é uma maravilha.

Em carta enviada à sua jovem, o craque chama de “coquetel salutar” aquilo que o bom bebedor conhece como Água de Valeta, drink fabuloso para a digestão e alegria mental, quase onírica, com apenas algumas alterações na composição.

Ao final, derretido pela jovem, Twain imagina-se ao banheiro com ela, no só love em belíssimas palavras.

Saca só.

Um Coquetel Salutar
(Carta de 1874 para Olivia Clemens)

Só Angostura bitters funciona.

Livy querida, quando eu chegar, quero que você garanta e não se esqueça de colocar no banheiro uma garrafa de uísque escocês, um limão, um pouco de açúcar em grão e uma garrafa de Angostura bitters. Desde que cheguei a Londres, tomo um copo [de vinho] do que chamam de coquetel (feito com os ingredientes acima) antes do café da manhã, antes do jantar e antes de dormir. Foi recomendado pelo médico de Vapor City of Chester e foi ótima ideia. Considero que, graças a ele, até hoje minha digestão está ótima, simplesmente perfeita. E todos os dias, todas as semanas, pontual como um relógio. Então, minha cara, se você providenciar agora para essas coisas serem colocadas no banheiro e ficarem lá até eu viajar, lá estarão quando eu chegar. Você faz isso? Adoro escrever que eu vou chegar, é como se fosse estar aí amanhã. E adoro pensar em tocar a campainha à meia-noite (depois, dar uma pausa de um ou dois segundos), girar a maçaneta e ouvir: – Quem é? – e depois, muitos beijos, você e eu no banheiro, eu tomando meu coquetel e tirando a roupa e você do lado, depois para a cama e… tudo feliz e alegre como deve ser. Eu realmente amo e aprecio você, minha querida.

Do livro Dicas Úteis para uma Vida Fútil, da Relume Dumará, lançado em 2003.

A ráipe e o chorinho

abril 20, 2011

São coisas que só o chilique paulistano faz por você: a existência de algo chamado “bar raipado”, esse conceito que eletrocuta qualquer avaliação da real classe do recinto.

No bar raipado, dói na alma pagar R$ 7 por uma dose de Seleta. Dói em dobro pagar R$ 9 por uma dose de Busca Vida. Agora o que faz o sangue ferver é você pedir um chorinho da cana – mais que merecido, vide a facada financeira – e o garçom olhar para sua cara e negar o teco do mamá, alegando impossibilidade. E ponto. “Não posso.”

Um cálculo rápido destrincha essa bizarrice do atendimento paulistano. A garrafa da Seleta, no Mercado Municipal da Lapa, custa R$ 15. A do Busca Vida, R$ 20.

Me explica então, seu proprietário, qual é a dessa ordem de não dar um pinguinho a mais pro cliente. Não se pode mais cumprir a liturgia básica e oferecer uma gotinha do mamá pro santo?

Não pode, porque ráipe e chorinho não combinam. Não dá, porque ráipe e gole do santo não ornam. E assim caminha a ráipe, que se retroalimenta do bobo desumanizado, da egolatria mascarada de insight, e decreta o fim da camaradagem.

Diga não ao bar raipado.

10 discos, 10 papás

abril 14, 2011

Há algo no mundo musical que não deixa mentir: comida é o que move a humanidade.

Nas capas de álbuns ponta firme – uns nem tanto, vá lá – encontramos a excrescência, a flatulência, a artisticidade e a gula envolvendo a vinilzada, numa profusão criativa e estomacal.

Vem do fundo das entranhas. Sigam-me os bons.

1. Joe Biviano, Pizza Party, 1957

A Pomarola lamenta até hoje ter patrocinado esse esquecido álbum

 

2. Velvet Underground e Nico, 1967

Warhol oferece sua banana aos incautos do art-rock porreta de Lou Reed


3. The Who, Sell Out, 1967

Roger Daltrey toma banho de feijão sem desfazer a chapinha


4. Rolling Stones, Let it Bleed, 1969

O bolo tem cereja de chuchu, mas o discaço tem Gimme Shelter


5. The Guess Who, Canned Wheat, 1969

A rapeize canadense enlatou trigo e detonou com American Woman


6. Secos e Molhados, 1973

Me passa o sal e a cabeça do Ney Matogrosso, por gentileza?


7. Joe Farrell, Canned Funk, 1974

Pêssego em calda tem olho no suíngue-balanço-funk de primeira do bróder Farrell


8. Cartola, 1976

Depois do cafezinho e do cigarro, uma cafungada na Dona Zica


9. Guns ‘n’Roses, The Spaghetti Incident?, 1993

Como é possível divisar pela capa, o miojo do Axl Rose já empapava nessa tentativa do Guns


10. Beastie Boys, Hello Nasty, 1998

Mike D, Ad Rock e MCA no óleo comestível

 

Hors Concours: Ted Nugent, Love Grenade, 2007

A habilidade do velho Nugent em enternecer a molecada

Reclames de Cana – 6

abril 13, 2011

Só quem já tomou um gole de Unicum sabe o quanto ele dói na alma. O mamá húngaro é a perfeita explosão amarga, top do top na escala do amargor frontal, estupefaciante.

E aí o comercial tem que ser transado mesmo, porque pra convencer peão a se meter com o Unicum, só com efeito especial. Esse aí abaixo é o melhor do bichinho que eu vi. Coisa de cinema.


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