A arte do foie gras, aquele patê caro e chiliquento, consiste em enxovalhar comida no ganso até ele se arrebentar. Aí o figadão dele fica parecendo o meu, o seu, o nosso: um pudim.
A prática do enxovalhamento no ganso não é lá um espetáculo visual. Peão há de segurá-lo pelo pescoço, pegar a comida, xoxar na boca, e puxar para baixo, como se aplicasse leves golpes masturbatórios.
Pois é com essa imagem na cabeça – a do foie gras masturbatório – que a genialidade tomou conta do bróder tcheco que filmou um belíssimo filme, Trens Estreitamente Vigiados, título xarope pra obra-prima vencedora do Oscar de melhor estrangeiro em 1966.
Resumindo a sinopse, a película se passa durante a 2ª guerra, tem um moleque punheteiro que arrumou emprego numa estação de trem onde nada acontece. Exceto hormonalmente.
O gurizão de espinha na cara encontra uma namoradoca, tenta aplicar o golpe, mas o nervosismo não ajuda. Eis que ele recebe sábio conselho: “procure uma jovem mais velha pra te ensinar como faz”.
E niquique o bróder desponta no celeiro da velhinha, ela está aplicando movimentos masturbatórios no pescoço do ganso, praticamente indo às vias de facto para produzir o foie gras. E já sentindo a erucção ejaculatória, o garoto, que vinha pedir uma aulinha de sacanagem, vê a cena como um “agoravamonóis”.
Obviamente, a velhinha aplica o rechaçamento do menino, que lamentavelmente se apresentou pro jogo como cabeça de área sem domínio de bola. Mas ah, essa imagem abaixo, ele não esqueceu.
A imaginação, enfim, consegue sacar erotismo do mais insólito material gastronômico. Pois a arte de fazer comida, sem sombra de dúvida, é puro tesão sacanageiro.
Vê aí o trailer do filme:
Destaque essencial para o momento (1min20) em que a fera começa a carimbar o popô de uma jovenzinha atrevida. Uma maravilha!
E quem falar que fazer foie gras é maldade com o bichinho, vá comer picanha.
