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Uma refeição chamada bolovo

Maio 11, 2008

Se o McDonald’s produziu uma canção sacana e grudenta para vender Big Mac, o Engasgo fez o mesmo pelo bolovo. Para quem não conhece o simpático “salgado”, trata-se de uma pelota massuda recheada de carnemoída e um ovo cozido – inteiro. Vale um almoço por módicos R$ 1,50.

Vamos à canção:

Por fo-ra, uma casqui-nha delicio-sa

Por den-tro, uma carni-nha tão gostosaaaa!

Vamos papar, vamos papar o bolovoooo!

Toda a carninha até chegar no ovoooo

Agora jogue azeite, jogue pimenta

E grite bem alto!

Azar é o das pessoas chi-li-quentas!

Sobre o pesto

Maio 5, 2008

“Faz-se assim um belo molho verde, de ligeira conocção, fácil digestão, que alegra o cérebro, recreia os espíritos animais, regozija a vista, abre o apetite, deleita o gosto, conforta o coração, faz cócegas na língua, torna a pele clara, fortifica os músculos, tempera o sangue, torna leve o diafragma, refresca o fígado, desopila o baço, alivia os rins, acalma os intestinos, desinflama os espondilos, esvazia os ureteres, dilata os vasos espermáticos, abrevia os cremasteres, expurga a bexiga, infla os genitais, corrige o prepúcio, incrusta a glande, retifica o membro, dá bom ventre, faz bem arrotar, soltar traque, peidar, cagar, urinar, espirrar soluçar, tossir, cuspir, vomitar, bocejar, assoar, expirar, inspirar, respirar, roncar, suar, levantar o pau e mil outras raras vantagens.”

François Rabelais, em
“O terceiro livro de fatos e ditos do bom Pantagruel”

Para o Engasgo, Pantagruel (Panta, para os íntimos) estaria falando do pesto, delicioso môleo verde aí disposto na foto, que tem feito muito para azeitar a raça humana.

Na sua opinião, qual seria o mágico molho verde?

Deixe um comentário que comentaremos o seu comentário!

O grande escorregador de manteiga

Maio 1, 2008

Pois como finalmente estamos em um mês que não tem a letra ”R”, e após uma longeva ausência finalmente desembarcamos na cidade-sorriso mais conhecida como Curitiba, o deleite natural do dia foi o pinhão

O pitisco, comum por essas bandas nesta época do ano, tem uma simplicidade tão linda que já se torna um troço bem legal. Além do que, levanta imagens daquela infância deliciosa. Bons tempos em que se catava girino em valeta, amarrava bombinha em rabo de gato, roubava ameixa na casa do vizinho, jogava coquinho nas véia fazendo feira, e afins.

Ok, vamos aos fatos. A simplicidade supracitada do pinhão tem a ver com a seguinte listagem de ingredientes: pinhão, água, manteiga e sal. Só? Só.

Despeje os pinhão (nunca pinhões) numa panela de pressão, bote água, deixe apitar por 40 minutos, retire os pinhão. E produza, como na foto, o grande escorregador de manteiga, que desemboca em uma duna de sal:

Em seguida, morda o popô do alimento:

Até que a parte interior seja expectorada:

Em seguida, posicione-o no topo do grande escorregador de manteiga:

E deixe-o derreter a bendita cuja, performando um sandboard nas dunas de sal:

E pronto! Repita a diliça até dizer chega, lave a mão, escove os dentes e vá amarrar bombinha em rabo de gato, catar girino na valeta, jogar coquinho em véia fazendo feira, e afins. E chame os amigos. O Engasgo recomenda.