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Tandy de ova

Outubro 27, 2009

kaviar2A polemicidade tomou conta uma vez mais. Do minitubinho de pasta de dente foi expectorado um creme amarelo escuro de dar medo. Kaviar mermão!? Caviar, mais conhecido como tandy de ova.

Bagulho é fornecido pelas simpáticas Mills e Klavi, a ova matéria-prima é de bacalhau. E o povo loiro nórdico esfrega no pão já de manhã cedo, configurando bafo irremediável. Entre eles, gatas excepcionais.

Imagine aquela bela jovem corpulenta, sobressaindo das anáguas coxas incrivelmente brancas. Peitolas reluzentes, chapiscadas de sardas estáile Jackson Pollock.

Maçã do amor no lugar da bochecha, olhos cor de fiorde, cabelo quase branco de vovó. E cheiro de peixe podre. Triste ilusão, pois é.

Não sabemos quanto custa essa sardela do capeta porque roubamos do hotel. Sabemos apenas que é mais forte que nocaute maldoso.

E mesmo assim o povo se lambuza. É cultural, é, a moçada nasce atacando o tandy de ova já em plena infância. Saca o naipe do reclame aí.

Fumacê generalizado

Outubro 8, 2009

Há uma canção do grupo inglês Black Sabbath em que o frenético Ozzy Osbourne alardeia sem dó seu amor pela Sweet Leaf. E o bagulho tem início com uma tossida de cachorro véio que simboliza ao extremo a váibe dessa reportagem especial do Engasgo.

Ao som do Sabbázão, degustamos aquilo que pode ser chamado de pecado pelos puristas tradicionalistas histéricos, mas tá nas prateleira das tabacarias e é barato então azar. Fomo ver qualéqueé dos paieirinhos encaixotados e analisamos o poder de explosão neuronal e de destruição pulmonar dos bichinhos.

Saca o naipe da rapaziada:

paieirosDa esquerda pra direita: Souza Paiol no ataque, Piracanjuba caindo pelo meio, VelhoJou de ponta de lança, Paieirinho de Minas na cabeça de área e Crioulos, o bécão tranca-rua.

O hábito do paieirinho é maravilha total, mas só pra quem sabe curtir o troço. Peão que se aventura a queimar o material como se fosse Derby azul, Hollywood verde ou Marlboro vermelho cai na cilada da enxaqueca interminável.

O lance é se apresentar pro jogo sem pressa, curtir o fumacê generalizado e brincar de pitar, coisa que a juventude desconhece de tanta ansiosidade ejaculatória. A moçada tende a mamar na biqueira como se fosse pirulito Zorro.

Pois bem. Após a nocta introductória, vamos ao épravaler.

Souza Paiol

souzapaiolNa simpática caixola pósa um cowboy assanhado. O site, como você pode ver aqui, tá com pobrema. Mas na primeira pitada o Souza Paiol carrega consigo a suavidade polêmica, que engana trouxa. Bateu no sinão da garganta, queima feito cachaça cabeçuda. O material vem lá da metrópole mineira Pitangui e valeu R$ 3,60 – cada centavo depositado na conta do prazer efêmero do paieirinho rápido. Fininho e provocante.

Piracanjuba

piracanjubaPense num paieiro goiano envolvido em imbróglio judicial porque havia supostamente plagiado o grande Tex em seu frontispício, sem a devida autorização dos editores daquele comic book do velho oeste. E teve que mudar a fachada. Portanto, só de acender o robusto paierão Piracanjuba, bróder já tem história pra contar. O bichão ainda vem vazando fumo da paia, conferindo um visual rastafári. No acendimento da peça, já se sente a diferença: tabaco mais forte que incrivelmente vem suave, pra degustar em prosa longa. Saiu a R$ 4,50.

VelhoJou

velhojouO visu old west já tá cansando, mas esse aí tem o lance do fim de tarde, que orna bem com o sabor do VelhoJou. Tem um quê de docinho, feito brisa com cheiro de mato. Não dá pra saber de onde vem o material, mas sugere-se que o DDD 31 do SAC VelhoJou confira a proveniência a BH e/ou arredores. O bichinho vem na pegada rápida, ao estáile Souza Paiol, mas tem um quê saborificante a mais. E vai que vai com um doce de leite branquinho, sob a cifra mais barata de todas – R$ 3,40.

Paieirinho de Minas

paieirinho de minasSimplezão e de ataque intermediário às papilas gustativas, a R$ 3,60 uma caixinha que vale a pena pra dar o pontapé inicial na arte de pitar. O material fumeguento queima leve, sem grandes profusões explosivas, porque carrega entranhado um naco de algodão na boca da piteira. Coisa linda é avaliar como a brancura da fiapeira sai black feito carvão de churrasco. Como não há referências na WWW, apelamos novamente ao DDD do SAC, de número 37. E o prêmio vai, mais uma vez, para a metrópole mineira Pitangui.

Crioulos

CrioulosComo diria o bróder do Jornalista de Merda, aqui a ôia é pesada. O trambolho lembra a entrada degradante do lateral do Bangu Márcio Nunes no Galinho de Quintino nos idos de 85. O naipe de béque de congresso de comunicação se reflete na porrada mental do paieraço Crioulo. De largo diâmetro e larga envergadura, a generosidade provém da simpática Palmeira das Missões, pertinho de São Pedro das Missões, São José das Missões, Boa Vista das Missões e Dois Irmãos das Missões, em terras gaúchas. E sua missão, agora, é tentar fumar o parrudo como quem tá brincando de playmobil num domingo chuvoso. Haja causo pra arrematar o Crioulo, o bécão da rodada, cujo caixote sai na vaibe custo x horas de degustação. R$ 4,80.

Pois então acabou, pitamos geral e o resultado é que cada um escolhe o que lhe convém. A arte de fazer fumacinha, por mais que faça mal e o cacete a quatro, tem seu charminho e não adianta rapaziada meter lei pra proibir, que nos recôncavos mais íntimos da humanidade alguém vai enrolar, botar na boca e acender com cara tesão.

Na foto meramente ilustrativa abaixo, a pujança do Crioulo sobre os demais concorrentes da noite.

cinzeiro

E agora dá licença que vai rolar sal de fruta com neosaldina.