Há momentos em que a patronagem toma conta, mas o sangue vira-lata não deixa. E aí a mistura que se espera é explosiva. O ataque foi sucinto, sorrateiro feito jaguatirica enfezada. Da prateleira do simpaticíssimo Jhony’s Bar, na zona norte paulistana, beirando a Marginal do Tietê, espirrou um bróder chamado Anísio Santiago.
Cana de luxo
Da cozinha comandada por dona Sandra, uma cumbuquinha fumeguenta trouxe à cena o perfeito caldo maldoso para harmonização: Mocofava.
Casal 20
A famosa cana Anísio Santiago é algo à parte. Material estupendo. É naipão de uísque 18 anos. Niquique chega amortece a zona bucomaxilar, exala sabores, madeira perfeita, sucesso total.
E a mocofava arrebenta tudo no coentro bem postado, no mocotó chicletão, na costelinha mais derretida que mulher de malandro. É de embasbacar. Sandra não revela a receita, só enumera o conteúdo com sorriso matreiro. “Se eu te contar como faz, você não vem mais”, argumenta.
Na degustação, o Brasil parou. A marginal, que escorria talequal torneira descalibrada, atravancou-se violentamente.
E viu Deus que era bom.
‘Vem ni mim’
‘Só pra você’
o de garrafa tão bela como a que segue nessa foto. 