Garçom, me vê um Odéte sem gelo.
Este singelo apelido ao vísque Old Eight (o qual a pronúncia no País de Gales realmente corresponde a Odéte) faz-nos lembrar da novelística madame aí picturada ao lado. E são tantos os apelidos carinhosos aos mamás que bebericamos ao largo da vida que, ah, vale uma homenagem né genti?
Acompanhem. Há recintos em que, por exemplo, o pedido de um Cynar sempre vem acompanhado de um gesto simpático do garçom. Naquele estáile estou trocadilhando a sua pessoa, eles produzem um “hã, hã” Cynar, Sinár positivo.
E quando o friozinho bate? À medida que os pêlos se horripilam na nuca, a vontade de deliciar-se com um Andréa sem gelo cresce proporcionalmente. Afinal, ele desce macio e reanima, faz tremilicar o dedinho do pé e acrescenta muito quando batizado com um Martini, produzindo a gostosa da Maria Mole. 
O Andréa, de fato, possui diversas funções, mas é incomparável à raça necessária para digerir um Saint John com limão espremido. Além de curar gripe, promover a expectoração de subprodutos da virose e transformar o peão em gênio da raça, esse tal conhaque de alcatrão pode receber o delicioso pingo do mais puro mel de abelhas, transformando-se em um mamá multifacetado. Amargo, azedo e doce, praticamente o cacete a quatro.
No mais a mais, é impossível esquecer da Uminha, aquela única e solitária cervejota que você iria tomar após o serviço e que, miraculosamente transforma-se em um engradado às quatro da manhã. Desgraçado da cabeça, você ri e pede mais Uminha. Afinal, o que é mais Uminha?
E segue o baile.
Tags: mamá
Maio 20, 2008 às 6:52 pm
a uminha é sempre, sempre bem-vinda.
Maio 25, 2008 às 6:04 pm
ganha quem chamar mais saideiras subseqüentes!
Maio 28, 2008 às 4:18 pm
“Eu vou dormir, se você quiser dar ‘uminha’ é só me acordar” (in Pulido, Ricardo et al.)
Maio 30, 2008 às 8:58 pm
PULIDO É DEUS, É LUZ, É VIDA