Sobre o pesto
“Faz-se assim um belo molho verde, de ligeira conocção, fácil digestão, que alegra o cérebro, recreia os espíritos animais, regozija a vista, abre o apetite, deleita o gosto, conforta o coração, faz cócegas na língua, torna a pele clara, fortifica os músculos, tempera o sangue, torna leve o diafragma, refresca o fígado, desopila o baço, alivia os rins, acalma os intestinos, desinflama os espondilos, esvazia os ureteres, dilata os vasos espermáticos, abrevia os cremasteres, expurga a bexiga, infla os genitais, corrige o prepúcio, incrusta a glande, retifica o membro, dá bom ventre, faz bem arrotar, soltar traque, peidar, cagar, urinar, espirrar soluçar, tossir, cuspir, vomitar, bocejar, assoar, expirar, inspirar, respirar, roncar, suar, levantar o pau e mil outras raras vantagens.”
François Rabelais, em
“O terceiro livro de fatos e ditos do bom Pantagruel”
Para o Engasgo, Pantagruel (Panta, para os íntimos) estaria falando do pesto, delicioso môleo verde aí disposto na foto, que tem feito muito para azeitar a raça humana.
Na sua opinião, qual seria o mágico molho verde?
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Etiquetas: literatura, receita
Maio 7, 2008 em 9:02 pm
Adorei!!!!! Depois de três meses degustando o molho nas mais variadas pastas, durante minha viagem ao velho continente, como pesto com peixe, frango, pizza e até mesmo com pão… é simplesmente fantástico.
Maio 8, 2008 em 12:38 am
mano! de molho verde eu só conheço aquela meleca que sai do fígado quando a gente passa mal de ressaca. ok, desculpa aí pela escatologia.
Maio 8, 2008 em 7:34 pm
Farei um comentário muito polêmico, portanto prefiro me calar.
Maio 10, 2008 em 3:35 pm
Descobri o molho pesto na pizza sabor pesto (faz sentido) da Pizza Hut. Apreciei muito, mas ainda não tive coragem para vôos mais altos.
Maio 11, 2008 em 1:18 pm
Querida Cândice, excelente ver sua aparição como connoiseur do pesto. É um xuxexo total, não? Em breve, daremos uma receita desse molho pra que as pessoas botem num potinho na geladeira e não comprem, pelamordedeus, o da Barilla que não vale a pena.
José Henrique, agradeço bem a contribuição. Sei muito bem do que você está falando. No entanto, preciso dizer que a descrição fala em “levantar o pau”, e quando esse molho aparece, o bichinho já não responde faz tempo.
Arantes, quanto mais polêmico, melhor!
Ídolo Pugla, feliz em vê-lo na área! Forte abraço!
Maio 16, 2008 em 12:30 pm
Beto,
Sobre o “bichinho” não responder faz tempo, Shakespeare já legislava, em Hamlet:
“O vinho dá a vontade mas tira-lhe os meios”