Bigodeira, só a chefia
A imagem caricata de chef de cozinha é a do gordinho, com roupas características e, invariavelmente, uma bigodeira.
Óia aí:
Com essas ilustrações e o bonequinho superfófis você pensa: Ai, como eles são simpáticos!
Mas quem é que já parou pra pensar na razão de ser da bigodeira dos chefs? O George Orwell parou.
Em “Na pior em Paris e Londres”, a fera descreve as antipáticas relações humanas em uma cozinha de hotel parisiense, lá pelos idos de 1920. Saca só:
“Garçons em bons hotéis não usam bigodes, e para mostrar sua superioridade eles decretam que os ajudantes tampouco podem usá-los; e os chefs usam bigodes para mostrar desprezo pelos garçons.”
Mas então essa fofurice toda é lenda? É o que dizem. A bigodeira, até na cozinha, tem função social.
Acontece que esse troço ao menos em partes acabou, vide esses aparecidos da TV Jamie Oliver, Gordon Ramsay e Nigella Lawson. Nenhum deles têm bigode. Restava-nos apenas tradicionalistas como o grande Swedish Chef. Dono de uma simpaticíssima bigodeira, ele fazia pratos incríveis. Pena que o programa dele acabou.
Pra relembrar, aí vai o Swedish Chef em uma simples receita de rosquinhas:
Etiquetas: chef, cozinha, literatura, receita



Abril 25, 2008 em 8:49 am
Na real eu acho o lance do bigode meio nojento, vai que cai na comida…